Estava a falar com uma amiga no MSN, e às tantas, a conversa tombou para o amor platónico. Como também às tantas já não nos entendiamos, no sentido de termos opiniões contrárias, saímos da conversa pior do que entrámos. Isto porque definitivamente faz-me espécie amar sem contacto. Amar sem ver. Amar sem ouvir. Amar sem amar. Como o amor se sustenta nestas condições?! Não são as emoções, os actos, a partilha que alimentam esse sentimento? Não é no andar, na fala, nos gestos, no cheiro, no olhar, nas feições que ficamos encantados? Ok, o mistério pode fascinar no início, mas depois como se alimenta essa lacuna? Como se controla essa ansiedade de querer ver, sentir e estar com quem se gosta mas que não se consegue? E porque não se consegue? Porque não se quer simplesmente ou porque não há como? Assim sendo para quê continuar a alimentar uma utopia? Wow! A minha mente vai dar um nó! É que ainda tenho mais umas quantas questões pertinentes que ficaram ainda a pairar na minha mente, nomeadamente: como acontecem os amores platónicos? O que se sente num amor platónico? É saudável viver-se um amor platónico? Bom, o certo é que trago o tema para o blog para ler mais perspectivas e com isso conto com vocês! Por isso, cada um à sua maneira, digam-me como definem o "amor platónico" dentro das questões aqui expostas. Enquanto isso eu vou ali pôr os meus neurónios de molho.
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