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Friday, June 17, 2011

Música Portuguesa - Maria João, uma Grande referência da Música Nacional, mormente, ligada ao Jazz!



Maria João & Mário Laginha - "Beatriz"

Maria João - "Beatriz" - (Ao vivo no Hot Clube)
Maria João - "A outra"

Maria João - "Estranha Forma de Vida"

Maria João - "Escurinha"

Bobby McFerrin & Maria Joao - (Jazz Vocal Puro)

Maria João & Mário Laginha - "My Skin" - (live)

Maria João + Gilberto Gil - "Preto e Branco"

Maria João & Mário Laginha - "A Minha Pele"

Maria João - "Valsa Brasileira"

MARIA JOÃO & MÁRIO LAGINHA - "Ive Grown Accustomed to His Face"

«Maria João

Biografia

Maria João Monteiro Grancha nasceu em Lisboa, no dia 27 de Junho de 1956, filha de pai português e mãe moçambicana. Da infância guarda imagens dispersas e coloridas de uma África já não tão distante assim. Das férias passadas por lá, do calor, das praias com redes por causa dos tubarões...
A entrada na adolescência revelou o seu espírito rebelde e inquieto. A menina gordinha, de óculos e cabelo encrespado não gostou nada de ser chamada «caixa de óculos» e «Gungunhana» pelos colegas louros e magros do Colégio Inglês, St. Julian School, e aprendeu a defender-se como podia, com um murro aqui e um pontapé ali.
Aos 13 anos, o patinho feio mudou: emagreceu e tornou-se uma mulher!
Descobriu então os rapazes, fugia da escola, não punha os pés nas aulas. Em resultado, passou a aluna interna para o colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios, para enorme desespero da mãe!

Aikido .... a salvação

Surge então o desporto, a derradeira tentativa... Primeiro a Natação e depois a escola do mestre Georges Stobbaerts, onde saltou do Ioga para o Judo e Karaté, até se encantar pelo Aikido, que, além de lhe incutir regras e disciplina, lhe valeu um orgulhoso cinturão negro. O Aikido mudou-lhe a vida, sendo ainda hoje uma das suas paixões. Praticava intensamente todos os dias da semana e, por essa altura, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas, através da Direcção-Geral de Desportos.

A descoberta da música

A música cruzou-se nos seus caminhos sem aviso. Nunca tinha sonhado ser cantora e até nem ouvia muita música. Ouvia o que passava na rádio e gostava muito da cantora Joni Mitchel.
Por estranho que pareça, foi num curso de nadador salvador que Maria João, pela primeira vez, teve noção dos seus dotes vocais, graças a uma colega – Cândida (obrigado Cândida!!), que era cantora e a fez constatar: «eu berro mais que a Cândida!» A Escola de Natação fechou e a praia e a boa vida foram uma hipótese a considerar, até que um amigo guitarrista a convidou a integrar a sua banda rock, como vocalista. Esqueceu-se apenas de avisar que a banda era tão perfeccionista que só ensaiava. Um mês foi suficiente para Maria João dar por finda a experiência.

Hot Club

Em 1982, quando abriram inscrições na Escola de Jazz do Hot Club, o amigo desafiou-a para a audição. Sobre Jazz, Maria João lembrava-se dos CascaisJazz, festival organizado por Luis Villas-Boas, de ter visto o Miles Davis, o Keith Jarrett, o Jean Luc Ponty, a Nancy Wilson! Não percebia nada, mas gostava imenso. Para a audição, escolheu a música brasileira “Cantador”, da autoria de Dori Caymmi, que conhecia na voz de Flora Purim. Ensaiou-a vezes sem conta, mas chegada a audição, os músicos pediram-lhe as partituras. Não tinha, nem tão pouco as saberia ler, por isso, atirou-se a um improviso sobre o clássico de Cole Porter, “Night and Day”. Foi admitida de imediato, sem que tenha chegado a saber se entrou pela espectacularidade do improviso ou porque havia falta de cantores no Hot!
Durante os meses que esteve no Hot Club aprendeu a ouvir, porque para aprender a cantar tem de se saber ouvir. E ouviu muito, as divas do jazz e não só: a Ella (Fitzgerald), a Billie (Holiday), a Elis (Regina) ... apaixonou-se pela Betty Carter, progrediu para o Al Jarreau e outros cantores de vanguarda. Ainda no Hot Club, formou o seu primeiro grupo – Maria João & Friends – e foi também nesses tempos que se estreou em concerto, na abertura de um restaurante. O concerto corria como estava previsto até que, na terceira música, se esqueceu de tudo e teve que improvisar em scat. Um sucesso e uma sensação fantástica, algo assim como voar.

Primeiros tempos

Ainda em 1983 saiu o primeiro disco, Quinteto de Maria João, recheado de standards americanos, entre eles "Blue Moon", popularizado por Billie Holiday. Data também dessa época uma participação no disco de Jorge Palma, Acto Contínuo. Em 1984 foi a anfitriã de um programa televisivo de jazz, no qual foi galardoada com o prémio de revelação do ano.
Já em 1985 subiu ao palco do Festival de Jazz de Cascais, a prova de fogo, de onde saiu com os aplausos do público e da crítica. Cem Caminhos, o segundo álbum com o quinteto, foi lançado nesse ano e inclui 2 poemas musicados de Eugénio de Andrade e clássicos como "Take Five", "Lush Life" ou "My Favorite Things". Arrecadou mais dois prémios, um no prestigiado Festival de Jazz de San Sebastian (Espanha) e o outro atribuído pela Revista Nova Gente, como intérprete feminina do ano.
Em 1986, Maria João aventurou-se numa tournée avassaladora pela Alemanha, num ritmo de 24 concertos em 5 semanas, dados em pequenos clubes de jazz, com direito a cachets miseráveis e noites mal dormidas. Foi também neste ano que saiu o seu terceiro disco, Conversa, lançado pela editora alemã Nabel e já com um novo quinteto.
Num dos concertos da tournée alemã, teve uma espectadora especial que, depois de a ouvir, a convidou para cantar com ela: a pianista japonesa Aki Takase.

Ela e Aki

Aki Takase movia-se no mundo do free-jazz; Maria João cantava ainda muito presa aos standards norte-americanos e o contacto com a pianista marcou a viragem para um estilo e repertório mais seus. Com Aki, Maria João descobriu que é possível fazer tudo!
Largou o quinteto e embarcou pela Europa fora, com a sua voz, com Aki e o piano. Durante 5 anos, enlouqueceram os públicos dos festivais de jazz europeus, arriscando tudo na corda bamba dos improvisos, umas vezes com, outras vezes sem, o contrabaixista Niels Orsted-Pedersen.
Pelo caminho, lançaram dois discos, gravados ao vivo: Looking for Love, em 1987, gravado no festival de jazz de Leverkusen e Alice, em 1990, gravado no Festival de Nürnberg. Em 1990, nasceu o seu filho, João Carlos e a vontade de rumar em outras marés começou a fazer-se sentir em Maria João. Chegava ao fim o ciclo de loucuras com Aki Takase e a cantora regressava à pátria, envolvendo-se num projecto com o grupo português Cal Viva.

Cal Viva

Do Cal Viva faziam parte conceituados músicos portugueses como José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro e Mário Laginha, e o resultado da colaboração saiu num disco intitulado Sol, em 1991, onde a música tradicional portuguesa e o jazz se fundiram em sons bem originais. Seguiram-se então novas tournées com o grupo, divertidas, mas duríssimas. Do projecto Cal Viva não saiu mais nenhum trabalho discográfico e, no ano seguinte, os desafios foram outros.

Outras experiências

Em 1992, Maria João trabalhou com a cantora Lauren Newton e em quarteto com Christof Lauer, Bob Stenson e Mário Laginha, participando igualmente no Europália e na Expo de Sevilha.
O prestígio alcançado pela cantora, foi, mais uma vez, confirmado no contrato com a famosa editora de jazz, Verve.

Maria João e Mário Laginha

O disco Danças, lançado em 1994, já pela Verve, marcou o início de uma nova fase e de um novo duo, que persiste até hoje, com o pianista Mário Laginha. Após vários anos de projectos comuns com uma zanga feia pelo meio – Laginha fez parte do quinteto inicial, voltando a trabalhar com a cantora em 1991, no grupo Cal Viva – os dois músicos empenharam-se num disco diferente, só com piano e voz.
Seguiram-se-lhe, até 2005, mais 7 discos em conjunto: Fábula, Cor, Lobos, Raposas e Coiotes, Chorinho Feliz, Mumadji (ao vivo), Undercovers e Tralha. A cumplicidade entre Maria João e Mário Laginha tem feito deste encontro um dos mais felizes da música portuguesa, bem comprovado na originalidade e consistência de um duo com mais de dez anos.
Para além dos trabalhos discográficos, João e Laginha têm sido convidados a integrar diversos projectos, com destaque para: o espectáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas”, encenado por Ricardo Pais, em 1998, onde o fado e a música folclórica e tradicional se cruzavam com a música do duo; a colaboração com a companhia do coreógrafo Paulo Ribeiro, onde temas dos discos Fábula e Cor foram transportados para a linguagem da dança, num espectáculo estreado no P.O.N.T.I, em 1999 e intitulado “Ao Vivo”; a participação na curta-metragem “Canção Distante”, de Pedro Serrazina, no âmbito do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura; o espectáculo “O Movimento do Som. O Som do Movimento”, em 2002, projecto de fusão entre a música e as Artes do Budô (artes marciais japonesas), realizado em conjunto com o Tenchi International, local onde a cantora pratica Aikido.

Colaborações e projectos

À parte do duo que forma com Mário Laginha, Maria João é frequentemente convidada a colaborar com outros músicos de grande prestígio. Em 2001 iniciou um trabalho com o grupo de Joe Zawinul (1932-2007), ex-teclista dos Weather Report, com o qual se apresentou ao vivo, por mais de um ano, em diversos festivais de jazz europeus.
Desde 2003 tem igualmente desenvolvido um interessante trabalho com o quarteto de sopros austríaco Saxofour, com o qual gravou dois discos: European Christmas e Cinco.
2003 também lhe reservou uma agradável surpresa: o convite para o cargo de directora da Escola de Música da Operação Triunfo, um concurso televisivo de revelação de novos cantores. O desafio foi aceite com enorme energia por parte da cantora, que se entregou de corpo e alma ao projecto, em duas edições do programa.
Em 2004 Maria João foi uma das ilustres convidadas do concerto “Gil e os quatro cantos”, do músico ex-ministro da cultura brasileiro, Gilberto Gil. Neste espectáculo, integrado no aniversário da empresa Odebrecht, participaram também Susana Bacca e Paulo Flores. Já em 2005, o dueto voltou a ser recriado num concerto de Gilberto Gil, em Monsanto, no âmbito das Festas de Lisboa.
Em 2006, a cantora foi convidada pelo guitarrista José Peixoto – amigo e colaborador de longa data – para integrar o disco Pele, com canções da sua autoria e letras de Tiago Torres da Silva. O espectáculo foi apresentado na Casa da Música, no Porto, e na inauguração do Casino Lisboa.
No ano seguinte, foi lançado o álbum João, um disco a solo, inteiramente composto por temas de compositores brasileiros. Produzido por Miguel Ferreira (Clã, BlindZero), João reune standards do cancioneiro brasileiro como “Tico-Tico no Fubá”, “Retrato em Branco e Preto”, “Canto de Ossanha” ou “Valsa Brasileira”, e canções menos conhecidas como “Dor de Cotovelo” ou “A Outra”, com arranjos bem originais.
No final de 2008 Maria João voltou ao estúdio com Mário Laginha para a edição de um álbum comemorativo de 25 anos de carreira. Chocolate regressa à formação de quinteto do primeiro disco editado com a participação de ambos (Quinteto Maria João – 1983) e conta com um conjunto de temas originais e standards que evocam a sonoridade jazz do início da suas carreiras.
Em 2009, entre a digressão de Chocolate e o ensino de canto na Academia de Amadores de Música, Maria João abraçou o projecto Ogre, que conta com a participação dos jovens músicos João Farinha (piano e teclados), Júlio Resende (piano), Joel Silva (bateria) e André Nascimento (electrónica). Uma vez mais, a cantora voa para novas paragens, explorando os sons electrónicos em canções do seu repertório ou versões de outros autores. Ogre já passou por salas como Hot Club de Lisboa, CCB, Onda Jazz ou Fábrica Braço de Prata e deverá ser apresentado em disco durante o ano de 2011. Com João Farinha, Maria João actua frequentemente em duo de voz e piano.
Ainda em 2009, Maria João juntou-se às cantoras de jazz Maria Viana e Maria Anadon, na iniciativa Vozes 3, em homenagem a Luís Villas-Boas. O projecto foi apresentado no Centro Cultural de Cascais, na 7.ª Festa do Jazz no Teatro São Luiz e ainda no festival Funchal Jazz.
No final do ano, a Orquestra de Jazz de Matosinhos convidou-a para um espectáculo na Casa da Música no mês de Dezembro. Arranjos de temas do repertório da cantora e de clássicos de jazz compuseram o repertório, que veio a ser transposto, em parte, para o disco Amoras e Framboesas, editado em Abril de 2011 pela Universal.


Durante o ano de 2010, Maria João e Mário Laginha prosseguiram a apresentação do disco Chocolate em digressões na Europa (Áustria, Itália, Andorra e Alemanha) e na América do Sul (Argentina, Uruguai e Brasil). O duo actuou na Alemanha com a Orquestra Philharmonie Essen e editou, juntamente com o cantor belga David Linx, o pianista Diederik Wissels e a Orquestra Nacional do Porto o álbum Follow the Songlines.
Também com David Linx e a Brussels Jazz Orchestra, Maria João gravou, já em 2011, o disco A different Porgy, Another Bess, que revisita o repertório da célebre ópera de George Gershwin. Com data prevista de lançamento para 2012, foi já apresentado ao vivo em Janeiro e Fevereiro, na Bélgica, Hungria, Croácia e Holanda.
Actualmente, Maria João continua a apresentar-se em duo e quinteto com Mário Laginha em várias salas europeias e a desenvolver o projecto Ogre, com concertos regulares na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa. Com a Orquestra de Jazz de Matosinhos continuará ao longo do ano a oferecer Amoras e Framboesas em vários festivais de jazz, nomeadamente em Loulé (Julho), em França (“13ème Big-Band Jazz Festival de Pertuis" – Agosto), em Bragança e Vila Real (8º Festival Internacional Douro Jazz" – Outubro) e no auditório de Espinho (Outubro).


Mantenha-se a par dos espectáculos agendados para os próximos tempos na agenda do site.» in 
http://www.mariajoao.org/biografia/index.html

"Flor 


Meu bem meu menino
me dê o seu sorriso
a sua gargalhada escancarada
me empreste seus pés morenos.
coberto de sol
veloz sobre o areal
em corrida descalça descarada
rei da praia herói sem igual
me devolva meu coco
seu moleque bonitinho
me dê a sua bochecha
pra eu lhe pôr um beijinho
não ria de mim
ria para mim.
quer comer?
quero
farofa com arroz
batata com feijão
vai jiboiar três dia inteirinho.
tu vai inté a cidade
e eu vou também
tu vai com a praia
eu vou com ninguém
quem chegar primeiro
tem direito um pedido
tu quer uma flor
eu quero um vestido.
não ria de mim
ria para mim
quer comer?
quero
farofa com arroz
batata com feijão
vai jiboiar três dia inteirinho.
meu bem meu menino
me dê o seu sorriso
essa sua risada encantada
seus saltos mortais salgados.
porta voz, bandeira
liberdade geral
flor de areia voando sem parar
rei da praia
veloz e sem mal."

Monday, June 6, 2011

Música Portuguesa - Blind Zero, uma Banda do Porto, muito bem comandada pelo mediático portista, Miguel Guedes!




BLIND ZERO - "SLOW TIME LOVE"

Blind Zero - "Snow Girl" - (Exclusivo Antena 3)

BLIND ZERO - "DRIVE" - (videoclip)

Blind Zero - "Shine on"

BLIND ZERO - "TREE" - (acústico - ao vivo)
BLIND ZERO feat JORGE PALMA - "The Down Set Is Tonight"

Blind Zero - "Absent Without Permission"
BLIND ZERO - "Trace"
Blind Zero - "Recognize" - (Official Videoclip - 1995)

BLIND ZERO - "You Owe Us Blood" - (Official Videoclip)

Blind Zero - "Can't Hold You Down" - (live)

BLIND ZERO - "Big Brother" - (Live at Sudoeste 2003)

Blind Zero - "Sad Empire"

Blind Zero - "Trace" - (Official Videoclip)

Blind Zero - "Toxic"

Blind Zero & Zé Pedro - "Heroes"

Blind Zero - "Criminal Grace"


«Blind Zero
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Ao vivo na Festa do Avante (2007).
Informação geral
Origem Porto
País Portugal
Gêneros Rock
Período em atividade 1994 - actualmente
Página oficial www.blindzero.net
Integrantes
Miguel Guedes
Vasco Espinheira
Nuxo Espinheira
Pedro Guedes
Pedro Vidal
Ex-integrantes
Marco Nunes
Miguel Ferreira
Os Blind Zero são uma banda de rock portuguesa formada em 1994 no Porto, liderada por Miguel Guedes.
Índice [esconder]
1 Carreira
1.1 1994-2000: Inícios da carreira, Redcoast e One Silent Accident
1.2 2000-2004: Expansão na carreira, A Way to Bleed your Lover e tournée
1.3 2005-2009: The Night Before And A New Day, álbum ao vivo
1.4 2009-2010: Luna Park
2 Membros
3 Discografia
3.1 EPs
3.2 Álbuns de estúdio
3.3 Ao vivo
3.4 Compilações
4 Ligações externas
5 Referências
[editar]Carreira


[editar]1994-2000: Inícios da carreira, Redcoast e One Silent Accident
Os Blind Zero nasceram em 1994. O seu primeiro EP Recognize (1995) esgotou em apenas nove dias e tornou-se uma peça de colecção. O álbum Trigger (1995), primeiro trabalho de originais, produzido por Ronnie S. Champagne, um produtor de Los Angeles que havia trabalhado com bandas como Jane´s Addiction, Alice in Chains, Remy Zero e Deconstruction. O disco teve o condão de agitar o panorama musical português de uma forma que poucos poderiam prever: foi dos primeiros discos de Rock de uma banda portuguesa a atingir o galardão de disco de ouro. O ano de 1996 revelaria uns novos Blind Zero: Flexogravity (EP), um disco com muito de experimental e de fusão, partilhado com a banda de Hip-Hop Mind da Gap; Rock, Hip-Hop, Industrial, Trip-Hop, Cabaret. Esta junção, surpreendente e inovadora para muitos, foi reconhecida como o EP do ano.
Era altura para um formato mais acústico. Transradio, um dos primeiros Enhanced CD (CD Extra) europeus, traz-nos o lado mais introspectivo dos Blind Zero, conjuntamente com muito material interactivo. Gravado ao vivo na Antena 3, transporta-nos para o lado de dentro das canções, mutuando-as de encontro à sensibilidade de quem as criou e recriou. Meses mais tarde, foram convidados para participarem no SCYPE ("Song Contest for Youth Programs in Europe"), festival que reúne bandas de todo o continente europeu. Gravando propositadamente um novo original (My House), ganharam o concurso.
Dois anos após a edição do seu primeiro álbum, os Blind Zero começam as sessões que resultariam em Redcoast (1997). Redcoast é mais do que Rock; é uma mistura de ambientes, sons e emoções. Este novo disco foi produzido por Michael Vail Blum (produtor norte americano que já havia deixado a sua marca em bandas e artistas como os Suicidal Tendencies, Madonna, Roxy Music, 3T, Tura Satana, Goo Goo Dolls, Jewel). "Redcoast" foi masterizado nos estúdios da Sony Music/New York por Mark Wilder, recentemente galardoado com um Grammy Award.
Em 1998 gravaram com Mário Caldato o tema The Wire para o projecto Tejo Beat (98), disco que reuniu algumas das mais relevantes bandas do meio musical português num único e irrepetível trabalho de originais. Vencem o Scype (concurso realizado pelas várias rádios europeias) com o tema "My House".
Em 1999, os Blind Zero passam grande do tempo a escrever novas canções para o seu terceiro trabalho de longa duração. Em 2000, resolvem entrar em estúdio para gravar One Silent Accident. Neste disco, trabalharam com o produtor nova-iorquino Don Fleming (Sonic Youth, Hole, Posies, Screaming Trees, Teenage Fan Club, Gumball, Alice Cooper...). One Silent Accident contém a subtileza e encantamento de Another One e Lately, a contemporaneidade de Daily Matters, a corrente lenta e espessa de "Seeds", a emoção forte de Then You Wait, a urbanidade psicadélica de Lowstreetsidewalksequence e a raiva incontida de Hell Around.[1]
[editar]2000-2004: Expansão na carreira, A Way to Bleed your Lover e tournée
Em 2002, gravam uma versão de um dos mais emblemáticos temas de David Bowie, Heroes, para o disco "Mundial 2002".
Os Blind Zero escolheram o mês de Janeiro de 2003 para o início das sessões de gravação do seu novo disco de originais. A Way to Bleed your Lover, com produção de Mário Barreiros (Clã, Ornatos Violeta, Pedro Abrunhosa, entre outros), marca a entrada de um novo elemento para a banda, Miguel Ferreira. Com participações de Jorge Palma e Dana Colley (Twinmen/ex-Morphine), este disco é o reflexo de um novo momento. Um novo imaginário, atitude e um enorme passo em frente na direcção do que de mais profundo se pode resgatar da melhor tradição de escrita de canções. Simultaneamente, um outro mapa sonoro, que substitui a aridez do anterior registo por ambientes mais planantes e trilhos sonoros mais densos e complexos, onde as emoções e as personagens estão, mais do que nunca, no limite, no reflexo da pele, entre o negro e as estrelas.
Em Maio, os Blind Zero são convidados pela MTV para realizar, em Milão, um “MTV Live”. A transmissão deste concerto teve honras de abertura no lançamento da MTV Portugal. Depois de muitos concertos em grandes espaços (onde se destaca o memorável concerto do Festival Sudoeste, com a presença em palco de Jorge Palma), os Blind Zero encetam a Tour de Force, uma Tour em pequenos espaços pelas dezoito capitais de distrito do País, reinventando todo um circuito que se encontrava aparentemente adormecido. Tocando olhos nos olhos, em concertos íntimos e absolutamente únicos.
Quase no fim do ano, na cerimónia de entrega de prémios do MTV Europe Music Awards 2003, realizada em Edimburgo, os Blind Zero vencem a categoria “Best Portuguese Act”. Foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma banda portuguesa.
Em Dezembro, A Way to Bleed your Lover foi considerado um dos melhores discos do ano por parte da imprensa especializada. Os Blind Zero foram, também, eleitos a melhor banda ao vivo do ano.
Em 2004, os Blind Zero comemoraram os seus 10 anos de percurso, celebrando o acontecimento no Porto, no mês de Março, com um “Concerto especial 10 anos”, onde para além de uma envolvência única e de diversos convidados especiais, puderam ser ouvidos temas nunca ou raramente tocados pela Banda, num espectáculo irrepetível.
[editar]2005-2009: The Night Before And A New Day, álbum ao vivo
O álbum The Night Before And A New Day (2005) carrega em si mesmo um brilho indisfarçável. Conserva resquícios da intensidade relacional e do precipício psicológico de outras eras, mas aponta o caminho da redenção, da liberdade, da luz.
O grupo faz uma versão de "Drive" dos The Cars e realiza uma digressão por vários anfiteatros nacionais. Em 2007 é editado Time Machine (memories undone) - Live Best of unplugged.[1]
[editar]2009-2010: Luna Park
Ver artigo principal: Luna Park
Em 2009 é disponibilizado o single Slow Time Love.[2] Já em Março de 2010, os Blind Zero editam um novo single do álbum Luna Park, intitulado Snow Girl. O novo disco Luna Park foi lançado em Maio de 2010.
[editar]Membros


Miguel Guedes - Voz
Vasco Espinheira - Guitarra
Pedro Vidal - Guitarra
Nuxo Espinheira - Baixo
Pedro Guedes - Bateria
[editar]Discografia


[editar]EPs
Recognize (1995)
Flexogravity - com Mind da Gap (1996)
[editar]Álbuns de estúdio
Trigger (1995)
Redcoast (1997)
One Silent Accident (2000)
A Way To Bleed Your Lover (2003)
The Night Before And A New Day (2005)
Luna Park (2010)
[editar]Ao vivo
Transradio - CDX - (1996)
MTV - Live in Milan - DVD (2004)
Time Machine (Memories Undone) - Live Best of Unplugged (2007)
[editar]Compilações
100% - Keeping In Wonder
RITUAL I - Woman
REPÚBLICA DAS BANANAS - Simple Man
SONS DE TODAS AS CORES - Weeping Song
RITUAL VIDEO CLIPS '97 - Trace (video)
AO VIVO NA ANTENA 3 - No Soul / Maniac Inland
TEJO BEAT - The Wire
MUNDIAL 2002 - Heroes
[editar]Ligações externas


Site Oficial
MySpace
Referências


↑ a b blindzero.net/#Scene_1 | biography
↑ David Fonseca, Legendary Tigerman e Blind Zero: a música portuguesa deste Outono em blitz.aeiou.pt/» in Wikipédia.




"Sad Empire
Blind Zero
Composição : Blind Zero


Sad Empire is shaking from the inside
Picks all the faces of last soldiers in battle
Says goodnight and sleeps, restless
Kill switch-mode, communicator presets
Quite obscure, the purpose is grateful
No one will keep silence apart from what I see coming in
I see the storm, it´s rushing by
Reporting damage
Rainy hearts
And the sky is suffering from natural diseases
I hear sounds
And they clap their hands like if they wish to be seen
Take all the blame
My world apart
And the worst nightmare on earth
Take all the rest
My world apart
I will spin it backwards
Take all the blame
My world apart
And the worst nightmare on earth"

Friday, June 3, 2011

Música portuguesa - Operação a Zé Pedro (Xutos & Pontapés) correu bem!

«Operação a Zé Pedro (Xutos & Pontapés) correu bem



CCBeat - (I Entrevista a Zé Pedro)


Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, foi submetido a um transplante de fígado e segundo a informação partilhada na sua página de Facebook: “A operação correu bem :)”
O músico já se encontrava na lista de espera para o transplante e terá feito os exames de preparação há cerca de 3 semanas.
Na altura foi emitido um comunicado que dizia: "Como é do conhecimento geral desde há muito tempo que o nosso companheiro Zé Pedro se debate com problemas de fígado, pelo que se encontrava em lista de espera para um transplante. O momento chegou finalmente, e O Zé Pedro deu entrada no hospital, com o fim de dar início a todos os exames necessários para o tão esperado transplante".
Para não interromper a digressão dos Xutos, o guitarrista foi substituído temporariamente por Tó Zé (ex RAMP), roadie da banda. Paulo Costa» in http://palcoprincipal.sapo.pt/noticias/Noticia/operacao_a_ze_pedro_xutos_pontapes_correu_bem/0005429

Monday, May 16, 2011

Música Portuguesa - Clã dos Câmara Pereira, perpetuam uma grande tradição no Fado Nacional!



Vicente da Câmara - "Moda das Tranças Pretas"
NUNO DA CÂMARA PEREIRA - A ROSINHA DOS LIMÕES

Nuno da Câmara Pereira - "Cavalo Ruço"

Frei Hermano da Câmara - "Fado da Despedida"

Frei Hermano da Câmara - "Rapaz da Camisola Verde"

«VICENTE DA CÂMARA

Referência incontornável na história do fado, Vicente da Câmara nasce em Lisboa a 7 de Maio de 1928, em berço aristocrata, ele que dirá "O que é a aristocracia? A aristocracia tanto pode estar no povo como noutra coisa qualquer. (...) O aristocrata é aquele que sobressaiu".
Filho de D. João da Câmara, notável radialista e loctor da rádio, Vicente da Câmara cedo recebe a influência fadista que o rodeia, em particular da sua tia Maria Tereza de Noronha e de D. João do Carmo de Noronha, seu tio-avô. E é, portanto, natural a sua entrada no mundo do fado, abrindo as difíceis portas da Emissora Nacional com 20 anos.
Cultor do fado clássico, antigo, que dava espaço para o improviso, Vicente da Câmara afirma-se pela sua clara articulação da frase, voz timbrada e de grande nitidez interpretativa, e pela verdade que coloca em cada fado, em cada actuação. Insurge-se, de resto, contra os fadistas que apenas imitam as interpretações clássicas, que não inovam nem são capazes de encontrar a sua própria voz. Senhor de opinião desassombrada, rebela-se contra as convenções e, em entrevista, afirma que o fado é um género musicalmente pobre, sugerindo que é talvez aí que reside a sua grandeza, pela liberdade interpretativa que permite aos seus cultores.
Dele se recordam grandes clássicos. Mas, como nenhum outro, o fado A Moda das Tranças Pretas vai constituir o seu cartão de visita para a posteridade. Conta-se que o compôs entre 1955 e 1956 num quarto de hotel em Santarém. As primeiras opiniões, incluindo a de seu pai, não são muito favoráveis. Mas ele insiste em gravar o tema, que rapidamente ganharia o coração de gerações de portugueses. Pode considerar-se, hoje, que Vicente da Câmara é o último representante de uma geração de fadistas aristocratas (designação ainda assim muito equívoca) que cantaram sobretudo por amor ao fado. Pai do fadista José da Câmara, seu digno sucessor, D. Vicente dedica-se, depois de muitos anos ligados à actividade de inspector numa petrolífera, à sua casa de antiguidades. Esta independência profissional em relação ao fado é paradigmática do seu espírito livre e desapegado.

Marcos da sua carreira:

1937 Começa a assistir aos ensaios de sua tia Maria Tereza de Noronha.
1948 Ganha um concurso e estreia-se na Emissora Nacional, feito ao alcance de poucos fadistas.
1950 Primeiro contrato discográfico com a editora Valentim de Carvalho. Gravará clássicos como Fado das Caldas, Varina, Os Teus Olhos.
1961 Passa para a casa Custódio Cardoso Pereira, onde gravará o célebre Moda das Tranças Pretas.
1967 Contrato com a Rádio Triunfo, onde grava temas como Guitarra Soluçante, Andei Procurando o Fado, Fora de Portas, Há Saudades Toda a Vida, O Fado Antigo é Meu Amigo e É Tudo Como Era Dantes.
1982 Aumenta a sua actividade no estrangeiro, com partícular incidência no Oriente.
1988 No álbum de estreia de seu filho José da Câmara inclui os temas Fragata da Borda d'Água e Lembranças do Passado, fazendo igualmente um dueto no tema A Moda das Tranças Pretas.
1989 Assinala o 40º aniversário da sua carreira no Cinema Tivoli. Na década de noventa continua com regularidade a dar espectáculos, nomeadamente no estrangeiro, e não cessa a sua actividade de gravação discográfica.» in http://www.macua.org/biografias/vicentedacamara.html

«Nuno da Câmara Pereira
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Nuno da Câmara Pereira
Nome completoNuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira
Nascimento19 de Junho de 1951 (59 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal
ParentescoMaria Teresa de Noronha (tia)
Vicente da Câmara (primo)
João da Câmara (primo)
OcupaçãoFadista

Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira (Lisboa, 19 de Junho de 1951) é um fadista português.
Engenheiro-técnico agrário, graduado pela Universidade Técnica de Lisboa, exerceu funções profissionais na área agrícola e pecuária e foi director da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Azambuja.[1]. Presidiu ao Sindicato dos Engenheiros-Técnicos Agrários.
Proveniente de uma família de fadistas — é sobrinho de Maria Teresa de Noronha e primo de Vicente da Câmara, João da Câmara e Frei Hermano da Câmara — veio a popularizar-se como cantor, tendo realizado a primeira actuação pública em 1977, no Coliseu dos Recreios, durante um espectáculo de variedades. Pouco depois seria presença habitual em casas de fado e restaurantes típicos da capital. O seu primeiro álbum, Fado!, de 1982, revelou novas versões de clássicos, entre os quais Acabou o Arraial e Cavalo Ruço. Sonho Menino, em 1983, valeu-lhe o Troféu Revelação do Fado, da revista Nova Gente. Em 1985 um recital seu esgota a Aula Magna, atingido o seu maior sucesso de vendas em 1986, com Mar Português, que foi dupla platina. Ao todo é autor de catorze álbuns, sendo Lusitânia, de 2009, o seu mais recente trabalho.
Defensor da Monarquia chegou a presidente da Comissão Política do PPM, pelo qual foi deputado à Assembleia da República (ainda que eleito nas listas do PSD). Pelo PPM candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Sintra, de Vila Viçosa e a deputado ao Parlamento Europeu. Publicou o livro O Usurpador - ensaio histórico sobre o advento do Liberalismo, República e Contemporaneidade na Democracia, em 2007.

Índice

 [esconder]

[editar]Monarquia

Como monárquico, põe em causa a validade do Ramo Miguelista da Casa de Bragança, na qual cujo pretendente ao trono é D. Duarte Pio de Bragança; Pelo que levou alguns militantes do PPM a terem como pretendente o actual Duque de Loulé. Antes, terá frequentado os círculos monárquicos de Duarte Pio, quem, a certa altura, lhe negou o direito de usar a dignidade de Dom, fazendo com que Câmara Pereira se voltasse contra o referido pretendente a Duque de Bragança.[2] Posteriormente efectuou uma visita a Rosario Poidimani, pretendente do Ramo de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, fazendo-se acompanhar pela esposa e pelo seu primo D. Pedro Folque de Mendonça, o Duque de Loulé.[3] Ainda, como político e monarquista, colocou em causa a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros de que seria D. Duarte Pio o legítimo representante da casa de Bragança. Recentemente demitiu-se de presidente do PPM por motivos pessoais[4] e acabou por desfiliar-se, juntamente com outros militantes, visto a nova direcção do partido, presidida pelo Deputado açoriano Paulo Estêvão, defender justamente Duarte de Bragaça como pretendente ao trono português - facto que coloca o PPM novamente com parceiro e aliado da Causa Real (Federação das Reais Associações) presidida por Paulo Teixeira Pinto.
Nuno da Câmara Pereira é trineto de D. Vasco António de Figueiredo Cabral da Camara, 3.º conde de Belmonte.[carece de fontes]

[editar]Ordem de São Miguel da Ala

Em 2007, Câmara Pereira processou D. Duarte Pio de Bragança com a acusação de roubo da patente da Ordem de São Miguel da Ala.[5] Em 2009, o Tribunal Cível de Lisboa acabou por dar razão ao líder do Partido Popular Monárquico e obrigou D. Duarte Pio a desistir do nome registrado em 2004.[6] A alegação de Câmara Pereira é que, por ter feito o registro cível do nome "Ordem de São Miguel da Ala", em 1981, detém ele os direitos de uso, similar ao tratamento conferido a uma marca ou nome fantasia. D. Duarte Pio promete recorrer.

[editar]Descendência do Santo Condestável

A 26 de Abril de 2009, em plenas cerimónias de canonização de D. Nuno Álvares Pereira, tanto D. Duarte Pio como Nuno da Câmara Pereira disputaram também quem seria o descendente mais directo do famoso Santo Condestável de Portugal:[7] D. Duarte Pio ou a mulher de Nuno da Câmara Pereira, Luísa de Portugal Sousa Coutinho.

[editar]Discografia

  • 1982 - Fado
  • 1983 - Sonho menino
  • 1985 - Nuno da Camara Pereira
  • 1986 - Mar português, EMI Music
  • 1987 - A terra, o mar e o céu
  • 1989 - Guitarra
  • 1992 - Atlântico
  • 1993 - Tradição:Fados de Maria Teresa de Noronha com José e Vicente da Camara Pereira.
  • 1995 - Só à noitinha, EMI Music
  • 1997 - Tudo do melhor, EMI Music[8]
  • 2001 - A última noite, Universal Music
  • 2002 - O melhor de Nuno da Camara Pereira
  • 2003 - Jardim de sonhos, Ovação
  • 2004 - Fado à minha maneira
  • 2006 - Grandes êxitos, EMI Music
  • 2008 - Lusitânia[9]

[editar]DVD

  • 2003 - Ao vivo no Coliseu

[editar]Livros

  • 2007 - O Usurpador

 "Cavalo Ruço
Nuno da Câmara Pereira
Composição : José Vidal e Frederico Valério
Eu tive um cavalo ruço
Que se chamava gingão
De uma capona bravia
Que eu queria, sentia
Como um bom irmão
Era o cavalo mais lindo
Que nasceu no ribatejo
E eu nunca tive outro assim
Tão manso que enfim
Ainda o desejo

Saltava que era um primor
Tudo fazia com graça
Era bom a tourear
A derribar sem vacilar
No campo ou na praça

Corria lebres com gosto
E nenhum galgo o passava
Quando o viam correr
com prazer sem sofrer
A todos pasmava
A brincar lá na lezíria
O íam admirar
Inda parece que o vejo
À beira do Tejo
A correr a saltar
Foi um touro que o matou
Num dia de infelicidade
E eu nunca mais montei
Nem sei se o farei
Tal é a saudade"