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Tuesday, June 14, 2011

REGRESSO A CASA

Fui cedo para o aeroporto. Cheguei com tres horas de antecedência, é o que dá aproveitar as boleias...sou pobre e mal agradecida, diriam os mais exigentes,mas não me aborreci, nem um minuto. É giro poder usar o laptop num espaço tão grande e ver tudo o que se passa...tirar fotos coloridas, gozar daquela lufa-lufa calma, num aeroporto pequeno e simpático, que existe para proporcionar férias a muitos cidadãos estrangeiros, mais que a portugueses.Oiço o altifalante chamar os passageiros para um voo que segue para Leeds. Apetece-me loucamente meter-me nele e ir ver a minha querida filha, mas não dá. Durante uma hora, oito aviões despejam turistas no nosso cantinho paradisíaco, vê-se gente bronzeada, com mochilas, sacos, malas, bébés, pastas ( poucas), mas sobretudo com um sorriso feliz nos lábios. A vida é bela, parecem dizer. Lá se esquece a crise por uns dias, o sol é meigo, o mar amigo. Nestes dias, nem ondas havia, a água parecia quase parada tal era a calmaria.

A praia da Luz foi sempre um local amigo das famílias e com a Ryanair, mais e mais virão. O caso Maddie já passou, nada na Luz nos fala dela, a igreja está aberta quase todo o dia, vêem-se muitos ingleses a entrar, talvez a rezar pela menina, mas é assunto encerrado, a vida continua.
A vila evolue, vão-se abrindo novos locais, restaurantes passam de gerencia em gerencia, por vezes é pena pois há recordações perenes de sabores tradicionais que não podemos voltar a ter.
Uma semana nesta praia chega para revitalizar qualquer um,
mesmo com crianças cansativas, tempo menos quente ou menos dinheiro. A areia voltou este ano, a praia e prainha estão enormes, os caminhos estão limpos e tratados, vê-se que há vida para lá das férias...

Saturday, September 11, 2010

11 de SETEMBRO 2001 - In memoriam


( clicar)

Eram cerca de 9 horas em NY.
Aqui umas 14.
Tinha a TV ligada para ver notícias e subitamente vi um avião a atravessar a enorme torre. Pensei :" Que falta de imaginação fazerem mais filmes-catástrofe em NY".
Mas não: era a realidade em directo. Outro avião cruzou os céus atravessando a segunda torre. Houve uma explosão, fogo, a torre desabou . E com ela milhares de pessoas. Pessoas a gritar, pessoas a deambular, pessoas a correr, não se sabe para onde.
Sei da irmã dum amigo que chegou tarde ao trabalho e escapou. Ainda hoje não percebe como. Levou horas a conseguir contactar Virginia Beach, onde vivia o irmão. Ficou em choque durante meses.

Comecei as aulas e escolhi depoimentos de jovens americanos na net, copiei-os para transparências, fotocopiei-os e dei aos meus alunos. A motivação foi imediata. Todos queriam escrever emails em resposta, com perguntas e interrogações políticas. Foram aulas muito vivas que nunca mais esquecerei. Eles tb não, creio eu.

A foto acima foi tirada por mim em 2003, em NY, no apelidado GROUND ZERO, onde hoje se discute o que fazer no local. Há muita controvérsia. E ódio ao Islão. O mundo nunca mais ficou o mesmo. E nós também não.