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Thursday, April 28, 2011

Passeando na minha rua



Hoje tinha consulta na Clínica Maló do Porto, onde fui muito bem tratada, apesar de ser a primeira vez que lá ia, todos os meus tratamentos anteriores foram feitos em Lisboa. O serviço é excepcional, as pessoas competentes, dedicadas, sorridentes, é um dos locais melhores do mundo em termos de conforto e bem estar dos pacientes ( que eu conheço).

Depois fui ao Health Club Solinca, dado que o Ipanema vai fechar as suas instalações e piscina, que eu tanto apreciava. Passei aí uma hora e meia, tal a atenção que me dispensaram, mostrando-me tudo que havia para mostrar, com uma competencia e interesse notáveis. Os Portugueses quando querem são mesmo excelentes, porque é que não cumprem sempre assim?


Ver as instalações assim é importante para escolher as modalidades e o horário. Estou morta por experimentar o ginásio e a piscina, sem falar do jacuzzi e sauna. E fica a dez minutos de minha casa, na av da Boavista. Estava bastante sossego, que é o que eu gosto.





Pelo caminho fui observando detalhes da Rua António Cardoso, a que chamo minha. Acho que nunca descubro tudo... Há plantas magníficas, árvores centenárias, portões enferrujados e com história, muro cobertos de hera, mrcos de correio à antiga, passeios largos sem carros, é um regalo para a vista e para a camara.

Saturday, April 9, 2011

Requiem para uma Amiga



A minha Avó materna faria hoje 113 anos. resolvi homenageá-la através da lembrança de uma planta, de que ela gostava e que já fazia parte da família. Infelizmente morreu nestes inverno, não se sabe porque. Não foi nenhum tsunami, nem o vento, nem a chuva. Morreu porque sim.

A minha Avó comprou-a aquando do casamento da minha Mãe em 1940. Ficava bem no canto da grande marquise da Rua Vale do Pereiro em Lisboa, Avó aconselhava-nos a não chegarmos muito perto pois podíamo-nos picar ou magoar. Ainda me estou a lembrar da cena.
Quando a minha Avó teve de deixar o apartamento onde vivia porque o prédio ia ser vendido para construirem um mais moderno e quase todos os moradores tinham morrido de velhos e só a minha Avó se mantinha lá nesse 5º andar sem elevador, o meu Pai que gostava muito de plantas, sugeriu levá-la para a Luz, pois tínhamos comprado a casa em 1964 e ainda não havia árvores por ali. Plantaram-se duas, uma que a minha Avó tinha conseguido fazer germinar a partir dum caroço de tãmara e esta, a da família, que já teria uns vinte e cinco anos. foi plantada na parte inferior do jardim, mesmo em frente da casa e via-se à distância. Levou tempo a pegar, estava muito delgada, parecia que não vingava e que acabaria por morrer. A de cima, a mais nova, ficou linda, mas teve de ser cortada, pois ao meterem os canos de água, cortaram-lhe a raíz e ela ameaçava cair em cima da casa ou no jardim.
Um dia a nossa velha palmeira começou a crescer e a crescer, de tal modo que ocupava um grande espaço no jardim de baixo, fazia sombra e alguns miudos gostavam de jogar a bola por ali. Lembro-me de fazermos um piquenique numa tarde em que uns amigos nossos alemães nos foram visitar. Lembro-me de cortarem os ramos secos e do meu filho joão montar uma casinha só com ramos tipo palhota, onde se escondia, todo risonho. Lembro-me dos belos cachos doirados que, ao pôr do sol pareciam lingotes em cascata. Lembro-me das noites de luar, em que a palmeira em contra-luz dava àquele jardim uma atmosfera tropical, paradisíaca, duma beleza infinita. Ainda no ano passado tirei estas duas fotos do luar. Lembro-me de a pintar em pastel, há dois anos, já muito depois do meu sobrinho Pedro ter escrito um texto tipo diário da palmeira, que a minha Mãe guardou religiosamente. A palmeira era o ex-libris da nossa casa.

Tinha dito aos meus filhos que, quando morresse, queria que as minhas cinzas fossem enterradas ali, onde estavam as minhas raízes, o único local , onde toda a minha família alargada esteve e foi feliz.

Ficam aqui algumas fotos tiradas nos vários anos que ali passei.Vai-me fazer impressão não a descortinar da varanda nas noites de luar.

ADEUS, AMIGA! Até sempre!

Wednesday, June 23, 2010

Anoitecer na praia



Costuma dizer-se : em Roma sê romano! Aqui na praia da Luz, deve dizer-se: na Luz, sê bife ( ou seja britânico).
Isto porque se é bem mais feliz, se se adoptar os horários deles. Não se corre o risco de chegar a um restaurante e não ter lugar, perder a ocasião de sentar junto à janela a ver o anitecer na praia, dar uma volta pela praia deserta já depois de jantado e bem comido enquanto se faz a digestão; em suma, há uma série de vantagens em ir a um restaurante pelas 7 horas, que foi o que nós fizémos hoje.
Queríamos ver o jogo Alemanha-Gana, se possível, e admirar o pôr do sol sobre a praia simultaneamente. Jantámos num dos melhores restaurantes aqui da Luz, o Poço, que já conheço há 40 anos, desde que abriu. Tem uma bela varanda fechada com uma vista incrível ...e um ecran gigante no cantinho onde se pode seguir o jogo melhor que em casa...:))

Depois deste jantar lauto, descemos até ao mar. A minha filha molhou os pés e tudo! As nossas sombras estavam enormes, gigantescas mesmo. Eu limitei-me a gozar o ar da tardinha, a tirar fotos e a ser feliz.