Showing posts with label ajuda. Show all posts
Showing posts with label ajuda. Show all posts

Wednesday, November 24, 2010

Os sem abrigo

Hoje resolvi sair um pouco do âmbito da cultura para me debruçar sobre o social.

Vejo no Telejornal da hora de almoço os últimos números da adesão à greve - abaixo das expectativas, pois claro, quem é que pode perder o vencimento dum dia de trabalho, mesmo que ele seja baixo e oferecer ao Estado uma percentagem daquilo que ele lhe paga quase por favor?
Enquanto professora só fiz greve uma vez e por solidariedade pois nem sequer estava convocada para os exames desses dias. Mesmo assim tiraram-me cerca de 200 euros no vencimento ao fim do mês. E greves de professores não têm consequências nenhumas, só servem para os alunos se divertirem e andarem pelos shoppings a passear...

Outra notícia que despertou a minha atenção, foi a de que muitos sem-abrigo pernoitam na gare do Oriente, aquele monstro de betão com espaço que daria para fazer dez casas ou mais onde abrigar estas pessoas que o azar atirou para as ruas.
Não é só cá. Lembro-me de ver sem abrigos em Londres, em NY, em Paris, com climas gélidos. Passei duas noites em gares, por viajar de noite em grupo e sei quanto custa não termos onde encostar a cabeça e esticar as pernas. E eu tinha 19 anos.
Vieram-me as lágrimas aos olhos ao ver os jovens a entregar refeições na estação, o modo como abraçavam os necessitados, o carinho com que os tratavam. Ainda bem que há gente generosa. Um dos homens que ali estava, com bom aspecto físico e sapatos engraxados, explicou que é epilético e que não há patrões que o admitam. Ou seja, despedem-no mal sabem que ele sofre de epilepsia. Tive uma estagiária que sofria dessa doença e sempre deu aulas, embora, pessoalmente tenha tido muitas complicações durante a vida. As doenças mentais são a maior razão de ostracismo e de miséria. Não há qualquer protecção social para quem sofre destas doenças, nem sequer podem fazer seguros de doença. Sei-o bem.

Este país não é para velhos, nem para deficientes, nem doentes, nem sequer para jovens licenciados, casais novos com crianças, este país não é para quase ninguém....

Monday, August 9, 2010

British is best



Não sei se é se não é, só sei que mesmo quando as coisas funcionam mal em Inglaterra - ontem o comboio atrasou-se vinte minutos e o aviao da ryanair quase uma hora, os pedidos de desculpa são tantos e feitos com tanta amabilidade e delicadeza, que os aceitamos sorridentes e ficamos calmos, cientes de que tudo se há-de arranjar.
Ontem cheguei bem disposta, apesar de cansada. Tive de mudar duas vezes de comboio, mas nas estações há cafezinhos com poltronas, chocolate quente, scones ou muffins,sandes, nada que se pareça com as nossas espeluncas e chafaricas das estações de CF ( Vide a de Tunes, onde passam milhares de turistas todos os anos).
As pessoas são sorridentes, pedem desculpa, cedem as cadeiras, ajudam a por as malas nas redes, facilitam a vida aos outros. Nao estou a dourar a pilula , é assim.






E depois há a paisagem, Estas fotos demonstram bem a paisagem que se vê do comboio e que encanta qualquer um. Viajar a ouvir musica e a olhar lá para fora é repousante. As estações tb são lindissimas.Vive-se com mais conforto e sobretudo com calma e serenidade.