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Thursday, April 7, 2011
Agora é a doer
Salve-se quem puder que o monstro-papão está a chegar. Vamos ser espremidinhos até ficarmos sem gota de sangue.
Thursday, March 24, 2011
Tempo de crise

Há quanto tempo andamos nós em crise?
Dantes a minha Avó, quando uma das netas se mostrava especialmente irritável ou tinha comportamentos menos recomendáveis, - desculpava-a dizendo. Coitadinha da .., está a atravessar uma crise. Todas nós, éramos seis, tivémos periodos desses nas nossas vidas e por vezes, é difícil perceber o que se passa, encontrar soluções, abrir caminhos e confiar nos outros que nos podem ajudar. Passei por várias crises em adolescente, e depois na minha vida de casada, parece que saltitava de crise em crise. Aguento mal a discussão, a intimidação, o clima que se gera, fico nervosa, não durmo, a tensão sobe-me logo.
Hoje fui ao ginásio e senti que ai encontrava a paz tão necessária nestes momentos. Não havia ninguém , lá fiz a minha bicicleta,
30 minutos a pedalar e a ouvir música, imaginando-me numa longa estrada à beira mar. Fecho sempre os olhos, deixo-me impregnar pela música e parece que os membros inferiores não fazem parte de mim, giram, giram, automaticamente sem parar. O mesmo acontece quando estou a andar na passadeira.
Meia hora a 4km /h, o que não é muito , mas chega para queimar 100 calorias ou mais. As vezes o suor cai-me por todos os poros e fico com a T-shirt encharcada, mas parece que vejo a minha silhueta a adelgaçar-se no espelho que rodeia o ginásio.Também tenho feito remo, que era um dos meus desportos favoritos quando era jovem. Tínhamos uma barco grande de borracha Pirelli, com dois remos e eu adorava remar e afastar-me um pouco da costa , sentir aquela brisa marítima e ver o fundo do mar, mesmo já ao longe. Foram férias felizes, as dos meus vinte anos, numa praia que era praticamente nossa, pois ficava em frente das nossas casas e ainda não tinha sido descoberta pelos turistas.
Tudo isto para dizer que sempre procurei evadir-me das crises, mas elas aí estão, e já não consigo ouvir os media, na sua melopeia repetitiva: FMI, PEC, medidas de austeridade, defice, sacrifícios, povo, pais....para onde foi a esperança?
Gostava de viver naqueles países onde a democracia é vivida com civismo e os politicos são controlados pelo povo e pelos valores com que todos são educados. Não acredito muito na nossa, nem nos nossos políticos, não por falta de competência, mas porque os seus objectivos estão longe de favorecer o país e são cada vez mais em proveito próprio.
Vamos a ver o que vai acontecer agora que o governo caiu....por enquanto, tento emagrecer eu, já que os gastos públicos, pelos vistos, não emagrecem e Portugal está à beira do abismo...
Saturday, January 1, 2011
NEW YEAR'S BLUES
Este Ano Novo de tão falado nos media já me parece um pouco velho, se não mesmo atacado por uma doença incurável, a depressão contínua.
Ontem, dia 31, não havia um restaurante aberto quando, ingenuamente, decidimos ir jantar fora pelas 7.30 e comprar simultaneamente o espumante e algumas coisas para a ceia de Ano Novo. Dei comigo e meus filhos no meio da Rua do Campo Alegre, a telefonar para restaurantes vários ( tenho uma lista no meu telemóvel), sem obter qualquer resposta.Acabámos por cozinhar um rosbife com batatas fritas e salada em casa, beber Vinho da Madeira em vez de champagne e comer a aletria doce que a minha nora me deixou aqui antes de ir passar o ano com familiares.
A crise não pode ser tão grande assim, se os restaurantes, cafés, esplanadas, shoppings etc. se dão ao luxo de fechar todos na véspera e no dia de Natal + véspera de Ano Novo. Se um desgraçado não tiver comprado nada com antecedência, como foi o meu caso, fica mesmo sem nada nesses dias.
Há muita gente que não tem jantares e almoços de família, que estão sós ou que pura e simplesmente gostariam de não ter de cozinhar. Mas tudo fecha.
Sinto um certo cepticismo quanto à consciência individual da crise - a que os ingleses chamam crisis awareness - ou ao modo como ela está a ser vivida e pintada pelos meios de comunicação social.
Os cinemas estão cheios,sobretudo de filmes para crianças, alguns puramente comerciais e sem interesse, não faltam pipocas e coca-cola para acompanhar, as compras de Natal ultrapassaram as do ano passado, as lojas regurgitam de roupas, víveres, bugigangas, doces, livros e revistas.
Só as lojas de CDs ficaram reduzidas a pó de há uns anos para cá. Hoje já não se encontram CDs de música clássica ou erudita em nenhuma loja do Porto, nem na Fnac, nem na Worten, nem em lado nenhum. A Melodia, que era excelente fechou. Mesmo em Inglaterra a célebre HMV - His Master's Voice- e a Virgin estão nas ruas da amargura. Uma tristeza. Em contrapartida, cada vez se pôem cá fora mais livros de duvidosa categoria ou interesse, os chamados livros de divulgação, sobretudo nesta época natalícia, todo o mundo escreve e alguns escrevem mal e todo o mundo parece ter algo para dizer aos outros ( este blogue é disso exemplo!:)).
O que escrevo hoje é pouco motivador, não estou muito animada neste princípio do ano.
Estou com o New Year's blues, a melancolia pos festas.
Já há meses que ando assim, com uma sensação de crise que não tem nada a ver com aquela de que todo o mundo fala, mas uma minha, interior, que tem a ver com o tempo cinzento, com o Botânico fechado ao público, com a Casa Andersen pintada de vermelho escuro, com as minhas maleitas pessoais que me afligem bastante, o desencanto do atelier e, forçosamente, com o afastamento progressivo e necessário dos meus filhos... enfim toda uma miscelânea de coisas que me trituram e tiram aquele gosto de viver.Até com os netos, sinto esta angústia, que carece de uma explicação.
Neste dia 1, pergunto-me se o mundo, neste momento, está mesmo em crise. Ou se são as pessoas que continuam a viver como se ela não existisse, aproveitando ao máximo o que têm e não têm.
Ontem, dia 31, não havia um restaurante aberto quando, ingenuamente, decidimos ir jantar fora pelas 7.30 e comprar simultaneamente o espumante e algumas coisas para a ceia de Ano Novo. Dei comigo e meus filhos no meio da Rua do Campo Alegre, a telefonar para restaurantes vários ( tenho uma lista no meu telemóvel), sem obter qualquer resposta.Acabámos por cozinhar um rosbife com batatas fritas e salada em casa, beber Vinho da Madeira em vez de champagne e comer a aletria doce que a minha nora me deixou aqui antes de ir passar o ano com familiares.

A crise não pode ser tão grande assim, se os restaurantes, cafés, esplanadas, shoppings etc. se dão ao luxo de fechar todos na véspera e no dia de Natal + véspera de Ano Novo. Se um desgraçado não tiver comprado nada com antecedência, como foi o meu caso, fica mesmo sem nada nesses dias.
Há muita gente que não tem jantares e almoços de família, que estão sós ou que pura e simplesmente gostariam de não ter de cozinhar. Mas tudo fecha.
Sinto um certo cepticismo quanto à consciência individual da crise - a que os ingleses chamam crisis awareness - ou ao modo como ela está a ser vivida e pintada pelos meios de comunicação social.
Os cinemas estão cheios,sobretudo de filmes para crianças, alguns puramente comerciais e sem interesse, não faltam pipocas e coca-cola para acompanhar, as compras de Natal ultrapassaram as do ano passado, as lojas regurgitam de roupas, víveres, bugigangas, doces, livros e revistas.
Só as lojas de CDs ficaram reduzidas a pó de há uns anos para cá. Hoje já não se encontram CDs de música clássica ou erudita em nenhuma loja do Porto, nem na Fnac, nem na Worten, nem em lado nenhum. A Melodia, que era excelente fechou. Mesmo em Inglaterra a célebre HMV - His Master's Voice- e a Virgin estão nas ruas da amargura. Uma tristeza. Em contrapartida, cada vez se pôem cá fora mais livros de duvidosa categoria ou interesse, os chamados livros de divulgação, sobretudo nesta época natalícia, todo o mundo escreve e alguns escrevem mal e todo o mundo parece ter algo para dizer aos outros ( este blogue é disso exemplo!:)).
O que escrevo hoje é pouco motivador, não estou muito animada neste princípio do ano.
Estou com o New Year's blues, a melancolia pos festas.
Já há meses que ando assim, com uma sensação de crise que não tem nada a ver com aquela de que todo o mundo fala, mas uma minha, interior, que tem a ver com o tempo cinzento, com o Botânico fechado ao público, com a Casa Andersen pintada de vermelho escuro, com as minhas maleitas pessoais que me afligem bastante, o desencanto do atelier e, forçosamente, com o afastamento progressivo e necessário dos meus filhos... enfim toda uma miscelânea de coisas que me trituram e tiram aquele gosto de viver.Até com os netos, sinto esta angústia, que carece de uma explicação.
Neste dia 1, pergunto-me se o mundo, neste momento, está mesmo em crise. Ou se são as pessoas que continuam a viver como se ela não existisse, aproveitando ao máximo o que têm e não têm.
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