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Wednesday, June 22, 2011

Mensagem de esperança

Recebi hoje do meu irmão um mail sobre a 3ª idade nos EUA.

Terminava assim:

Life is short!

Break the rules!

Forgive quickly!

Love truly, Laugh uncontrollably.

And never regret

Anything that made you smile.

The best things in life are free until the government finds out and taxes em'.



A vida é curta!
Quebre regras!
Perdoe rapidamente!
Ame a sério, ria desalmadamente.
E nunca se arrependa
de algo que a/o fez sorrir.
As coisas melhores da vida são grátis até que o Estado as descubra e o/a obrigue a pagar impostos.


Um bom dia para todos!

Monday, April 25, 2011

DIA DA LIBERDADE- O meu 25 de Abril



Foi, sem dúvida, um dos dias mais marcantes da minha vida.

Tinha 25 anos vividos numa época semi- dourada - os anos 50 - e depois noutra mais alerta e desperta, no liceu e na universidade, onde já se vivia um período conturbado. Vivia bem, embora os meus pais nos educassem com parcimónia nos gastos, mas dava-me conta das desigualdades entre famílias e chocavam-me certas elites - que se auto-promoviam só porque provinham de uma qualquer família bem do nosso Estado Novo - desejosas de manter o statu quo, praticando a caridade, como mandava o Pároco na Missa aos domingos ou os Cursos de Cristandade e criando a ilusão de que vivíamos num mundo quase perfeito, em que não havia guerras, nem vestígios delas e as pessoas tinham direito a certas mordomias só pelo facto de terem nascido nessas famílias, dos seus pais terem tido uma educação, de terem conseguido vencer na vida e de praticarem o Bem à sua volta num marasmo celestial.

Nos anos 70, já havia a guerra de África, que me levou um cunhado aos 32 anos, os jovens já não tinham a mesma liberdade de saídas para o estrangeiro, o ambiente ficou cada vez mais tenso até eclodir em 25 de Abril.

Só comecei a ter preocupação política nos ultimos anos do liceu porque me dava com raparigas que eram "de esquerda", falavam da Pide e de presos políticos, escreviam ou representavam peças que eram repudiadas pela Reitora, encontravam-se na Capela do Rato e já revelavam uma certa anarquia e revolta contra o regime salazarista. As minhas maiores amigas eram bastante politizadas, embora com as limitações impostas pelas Mães que tudo controlavam, até as leituras, os filmes, as festas, os namoros e os locais de encontro.

No dia 25 de Abril de 1974 encontrava-me no epicentro da Revolução às 8 da manhã em pleno Marquês de Pombal, em Lisboa. Ia dar aulas no Liceu MªAmália quando fui abordada por um senhor que me avisou de que o liceu estaria fechado; tinha havido uma revolução. Era melhor eu ir para casa. O meu marido estava no Estado Maior do exército, cumprindo o serviço militar, e fora chamado para se reunir com os outros milicianos para decidirem o que fazer. Resolvi ir para casa dos meus Pais e seguir pela TV, com eles e os meus irmãos, o que se estava a passar. O meu Pai estava nervoso, na altura ocupava o lugar de Chefe de Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Maria e era Professor da Faculdade de Medicina. Dava-se bem com Marcelo Caetano, que fora seu Reitor na UL.

Foi então que vi realmente o que estava a acontecer, como num filme a preto e branco. O povo andava todo na rua. Os soldados tinham-se revoltado, mas não havia sangue, nem tiros, parecia tudo normal ou quase. Berrava-se muito, não se sabia o que ia acontecer, as pessoas pareciam malucas, mas a cena era meio tragico-cómica, sem grande estardalhaço, nem mortos, nem feridos.

Os tempos que se seguiram foram para mim uma revelação. Estava a dar aulas num liceu antiquado, onde havia regras para tudo, mas onde as professoras, como eu, eram dum nível superior, em geral, com uma craveira acima da média; imediatamente se criaram grupos, uns mais revolucionários que tudo queriam mudar, outros mais temperados que achavam perigoso embarcar na anarquia reinante entre as alunas. Pendi sempre para a esquerda moderada e criei laços com pessoas excepcionais, aprendi a lidar com extremistas de ambos os lados, e deixei-me também levar pelos novos ideiais do socialismo, que dum momento para o outro tudo queria derrubar, sem edificar nada de muito concreto. Passávamos o tempo em RGAs, em que se discutia o sexo dos anjos e nada se conseguia fazer, pois ninguém se entendia e havia grupos de alunos que sistematicamente boicoitavam as discussões, querendo sanear professores a torto e a direito.
Resolvi então dar o corpo ao manifesto e ofereci-me para fazer parte duma lista que concorria com outras duas para a Gestão do Liceu. Tinha pessoas moderadas e também uma ou outra mais esquerdista, mas, no geral, eram pessoas com classe e a noção de que estávamos num estabelecimento de ensino e havia regras, mesmo usando a liberdade que nos tinha sido oferecida pelos militares de Abril. A nossa lista ganhou e passei o ano de 1974-75 a dar aulas e a gerir o Liceu com mais quatro colegas. Foi um ano épico. Tinha muito trabalho, passava horas infindas no Liceu, mas as conversas eram frutuosas e andava entusiasmada com o ambiente em que se vivia. Mudámos muitas regras obsoletas e criámos laços estreitos de Amizade com as alunas.
No 11 de Março de 1975 fui com alguns colegas para o Carmo e aí já estranhei o facciosismo de algumas pessoas, como uma mulher, que me levantou o braço direito à força e gritou:" Camarada, cante VITÓRIA!". Isso chocou-me mais do que qualquer discussão que tivesse tido com pessoas de esquerda. Nesse dia e após uma conversa com o meu marido, fez-se luz no meu espírito.
Não queríamos outro fascismo, agora de esquerda. Não queríamos ser governados por uma maioria comunista. Não queria ser obrigada a pensar pela cabeça dos outros. O meu marido, aliás, que era lúcido e conhecia bem as políticas e a evolução dos esquerdismos e comunismos - tinha em casa todos os livros sobre o assunto que jamais vi - aconselhou-me e bem a acalmar, pois não era com totalitarismos de esquerda que se podia chegar à LIBERDADE e à DEMOCRACIA.

Em Setembro de 1975, deixei Lisboa e fui viver para a Beira Baixa, na Sertã, local ermo, onde nada se passava, não havia telefones, a TV transmitia um canal e mal, a escola era técnica, só havia alunos até ao 5º ano (9º) e a minha missão foi ensinar português em vez de Inglês, que era o meu metier. Não me dei mal com a experiência, mas a revolução passou-me ao lado. Naquele ermo, tive o meu primeiro filho e os meus interesses deram uma volta de 180º.

A minha LIBERDADE passou a ser uma prioridade menor. Como mãe e esposa, o que desejava era que a minha família pequenina fosse feliz. E tudo o que fiz nesses dois anos foi ensinar alunos desfavorecidos o melhor que sabia e podia... e tratar dos meus para que se sentissem bem, longe de tudo e de todos.

Saturday, January 22, 2011

O vento e a música



O vento - Van Gogh


Se há coisa que detesto, é o vento...sobretudo este de leste, gelado no inverno e quentíssimo no verão, mas arrastei-me contra ele e fui ao ginásio fazer o meu programa. Como sempre, nem vivalma, fiz os meus exercícios ao som dos Muse - começo a estar viciada nesta banda, que me apaixona e dá asas de adolescente.
Às vezes apetecia-me ir para um lugar, onde as pessoas pudessem dançar , correr, rebolar-se pelo chão, deitar-se, sentar-se, mexer os braços, menear a cabeça , sacudir o capacete ao som da música, como fazem os jovens (?) nas discotecas hoje em dia. Sem ninguém a mandar fazer isto ou aquilo. Liberdade total de movimentos.
Sempre adorei bater os compassos da música e quando vou à Casa da Música, faço um esforço para não estar sempre a mexer com as mãos ou com a cabeça. Não compreendo como é que alguns intérpretes conseguem tocar os instrumentos sem se mexer. A expressividade da música também deriva das posições do corpo, das atitudes físicas perante ela.
No outro dia vi uma cantora no Mezzo que toda ela era melodia e ritmo, desde o sorriso com que cantava até ao modo como agradecia ao jovem maestro Dudamel que corava de cada vez que ela lhe dava um beijo entre árias. Uma cena engraçada.
Hoje na piscina não se aguentava mais do que meia hora, o vento fazia tremer a abóbada de vidro e apesar da água estar a 30º, fora tiritava-se de frio. O que me valeu foi o sauna a 60º. Maravilha!
Acabei um quadrinho que tinha começado ontem, ainda da colecção mini-paisagens.
Ficam muito mimosos e nas molduras do Ikea podem fazer um vistaço (?).Não o ponho aqui já porque não tenho bateria na máquina fotografica.

Aqui vai uma das minhas canções preferidas dos Muse: Sing for Absolution. Não gostam deles?! São amazing!

Sunday, April 25, 2010

Liberdade artística

1. Hoje de manhã resolvi pintar...ou seja, cobrir um quadro que já tinha feito e de que não gostava com outro mais apelativo.
Talvez devesse ter pintado a vermelho, dado que hoje é o dia que é, mas a minha tendência foi para os azuis, cores do mar , do céu, dos olhos das princesas dos contos de Grimm, das violetas e do meu clube do coração.



(clicar- esta versão saiu melhor do que a foto de ontem)

Blue whales


2. Estive grande parte da tarde com os dois netos mais velhos, fomos ao Jardim Botânico, que estava resplandecente e tinha ainda uma exposição de répteis feitos de tampinhas de frascos de toda a espécie, tudo em plástico de várias cores. Muito criativo.
Aqui ficam alguns exemplares muito originais.

Saturday, April 24, 2010

Dia da Liberdade



É costume associar-se o cravo à Liberdade. Não gosto de uniformidade - porque isso já representa para mim um certo seguidismo bacoco. Esta imagem de um canteiro de flores do Hyde Park em Leeds dá-me mais a sensação de beleza e liberdade que o cravo na lapela de muitos portugueses.

E em vez de Grandolas ou gaivotas ( desculpem, fiquei alérgica)....vai aqui uma canção linda do Serge Reggiani: MA LIBERTÉ!



VIVA A LIBERDADE!

Wednesday, February 3, 2010

UTOPIA - Poema que me dedicou o meu irmão

Ontem disse-lhe que tinha estado a falar com o nosso professor Domingos Loureiro sobre o significado de UTOPIA e como tinha sido bom falar de sonhos que todos temos.

Hoje o meu irmão dedicou-me este poema no seu blogue.

UTOPIA

Utopia
Não-lugar
Da sapiência,
Pilar
Da existência
Sem limites.
Utopia
Lugar
De ousados sonhos,
Lugar
Onde o medonho
É apetite.
Utopia
Lugar
Das harmonias
Onde até
Os deuses
Têm coração.
Utopia
Lugar
Das fantasias
Onde a humana condição
Existe
Livre.


De pé para a mão assim se fez um poema, que diz mais ou menos tudo. E isto é sinal de que sofremos os dois do mesmo mal: somos utópicos!

Vai aqui uma canção que se chama precisamente UTOPIA dos Goldfrapp. É lindíssima e muito alternativa, cantada ao vivo. Dedico-a ao autor do poema.