...Detesto mesmo quando observo uma clara inconsistência entre o que as pessoas dizem e o que fazem. As frases bonitas e as palavras perfeitas, já gastas de tantas repetições, não me dizem rigorosamente nada. Afinal para quê gastar litros de saliva e cansar a inspiração para inventar desculpas e promessas cada vez mais elaboradas, se à primeira oportunidade de agir tudo acaba por ser feito precisamente ao contrário daquilo que ficou prometido? É por essas e por outras que não acredito em promessas, nem em desculpas. Salvo raras excepções, ninguém toma decisões com uma arma apontada à cabeça, certo? Daí que se fazemos (ou não fazemos!) algo, é porque queremos. Quando a mesma coisa acontece sistematicamente, torna-se mesmo estúpido continuar a desculpar e reforçar o mesmo comportamento. Quem tiver algo a fazer, que o faça. Dispenso as palavras bonitas, preenchidas de promessas implícitas.
Mais vale deixar coisas por dizer e limitar-se
apenas a fazê-las, do que desiludir alguém com
promessas quebradas.


